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ELEMENTO NEUTRO

A Elemento Neutro surgiu em meados de 1993, exatamente a 25 de Fevereiro, quando se deu o encontro do guitarrista Max "blues" Freitas, um grande admirador de Stevie Ray Vaughan, com Márcio Augusto, Osias Torres e Rubem Júnior, respectivamente voz, contra - baixo e bateria, juntos a algum tempo. 

A chegada de Max, indicado por um amigo da banda, tinha como finalidade preencher (base) os solos do então guitarrista Fabrício Rosa, que logo deixaria a banda para estudar violão clássico, restando para o primeiro a responsabilidade de assumir a única guitarra da banda. A partir daí mergulharam de cabeça no blues e rock básico, surpreendidos com a facilidade de sentir e explorar o primeiro estilo, até então desconhecido por parte deles, ainda que o segundo fosse um velho amigo. Foi quando decidiram trabalhar em cima de repertório de covers caracterizado pelas bases do rock, ou seja, os primeiros a fundir os dois estilos.

Quanto a músicas próprias, a E.N. explora o blues com uma pitada do bom e velho rock. Nas reuniões da banda, onde se discutia e decidia algo, Márcio Augusto sempre deixava tudo a cargo dos companheiros com a célebre frase "eu tô neutro". Passado o tempo e várias reuniões, Osias Torres ao ler a denominação elemento neutro, foliando velhos livros de matemática, encontrou o que os outros procuravam . O nome de batismo da banda calhou com sua atitude de não se expor demais, uma vez que para os integrantes o bom é fazer, não falar, ou seja, tocar.

Na época não havia espaço na cena musical de Manaus para bandas de rock, devido ao domínio da MPB e o surgimento dos movimentos de Boi-bumbá. A única opção eram festivais de rock independentes (a maioria organizada pela banda Homicide), dos quais, para a E.N., se destacaram os da praça da saudade, festivais de verão, espaços culturais do Sesc e sextas culturais da U.A., participando ainda do primeiro Show pela Vida, juntamente com as extintas Dick Vigarista e Alta Ralé. 

A primeira apresentação da E.N. para o clube de motocicletas Hell´s Angels, se deu na sede localizada na estrada do São Jorge (onde já atuava a Cogumelo´s Blues Band), seguindo-se duas apresentações mais tarde. 
Após um tempo participando de festas e festivais, a banda foi procurada pelo clube de motocicletas para atuar juntamente com a Tulipa Negra no War Zone Bar, onde foi apresentada para o público em geral e passou seu melhor momento. 

Após um ano de conquistas, dentre os quais um tributo ao Led Zeppelin (banda favorita), uma crise abala a banda e Márcio Augusto, cercado de problemas, deixa a banda. Procura-se de imediato um substituto, e após um mês afastada do palco a E.N. apresenta Fred Mar como vocalista, e com ele novas influências. Promove um novo tributo, desta vez aos Rolling Stones e participa do mais importante festival de rock em Manaus, o Fronteira Norte. 

Um pouco após o festival a banda recebe através de Fred o seu novo integrante, Luís Adriano assumindo suas teclas. A partir daí mais influências e um repertório cada vez mais cheio de novidades e experiências. A E.N. passa a ser mais metódica uma vez que seu som se torna mais cheio e vivo, e esta continua buscando firmar seu nome através de seu trabalho. 

Depois de um período sem se encontrar musicalmente, seus componentes reatam a formação original da banda com uma cara mais progressiva, com o retorno de Márcio Augusto nos vocais, executando cada vez melhor músicas com vocais mais agudos e instrumental mais requintado. A banda realiza então um segundo tributo a Led Zeppelin, desta vez com maior número de canções, abordando todas as diversas facetas desta grande banda, revivendo desde as canções mais pesadas até as melódicas e épicas. Participa também do esperado festival de rock Fronteira Norte 2 dentre outros. Vem então a hora de encarar um público bem diferente do usual. A E.N. participa de festas dirigidas a um público distante do seu estilo, tendo o saldo positivo não tão esperado. É escalada para festas no Tropical Hotel, como o Halloween e Speed Back. Vai preparando o público em geral para o próximo feito, o disco demo experimental. 


Formação atual

Vocal : Márcio Augusto
Guitarra : Max "blues" Freitas
Teclados : Luís Adriano
Baixo : Osias Torres
Bateria : Rubem Júnior

Trabalhos Próprios
Os trabalhos próprios da E.N. refletem o conteúdo e a forma cadenciada do blues, com peso característico do rock básico, ainda que possua também canções que exploram o funk ou soam de forma melancólica. As temáticas abordadas são o amor, na sua forma mais sensual, sem exageros, e o cotidiano de uma maneira crítica. 

As influências musicais da E.N. são os temas e o peso de músicas de bandas que citam amor, sexo e revolta como Led Zeppelin, The Doors e Barão Vermelho. Destacam-se nas composições: "Blues da madrugada"; "Campo minado"; "Viajar"; "Planalto central"; "Às vezes"; e "Onde sempre morro".

Agosto 2000